segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pedreiras de Ançã

Ançã, freguesia de Cantanhede, reelevada à condição de vila a 12 de Julho de 2001.

A pedra de Ançã, pela sua brandura, é fácil de trabalhar. Admite toda a espécie de lavores, belos rendilhados ornamentais, estatuária... É utilizada na modelação de tantas e apreciadas obras de arte. É trabalhada por mãos hábeis de artistas portugueses e estrangeiros. Vários monumentos foram construídos, em pedra de Ançã.

António Gedeão, pseudónimo com o qual Rómulo de Carvalho, físico, poeta, professor, assinou a sua obra poética, ao visitar o Mosteiro da Batalha, foi nos pedreiros, que pensou. E deles disse:

Poema da Pedra Lioz

Álvaro Gois
Rui Mamede
filhos de António Brandão
naturais de Cantanhede
pedreiros de profissão
de sombrias cataduras
como bisontes lendário
modelam ternas figuras
na brutidão dos calcários.


Ali,no esconso recanto
só o túmulo,e mais nada,
suspenso no roxo pranto
de uma fresta geminada.
Mas no silêncio da nave,
como um cinzel que batuca,
soa sempre um truca...truca...
lento, pausado, suave,
truca, truca, truca, truca,
sob a abóbada românica,
como um cinzel que batuca
uma insistência satânico:
truca, truca, truca, truca,
truca, truca, truca, truca.

Álvaro Gois,
Rui Mamede
filhos de António Brandão
naturais de Cantanhede,
ambos vivos ali estão,
truca, truca, truca, truca,
vestidos de surrobeco
e acocorados, no chão,
truca, truca, truca,truca.

No friso,largo de um palmo,
que dá volta a toda a arca,
um Cristo, de gesto calmo,
assiste ao chegar da barca.
Homens de vária feição,
barrigudos e contentes,
mostram, no riso dos dentes
o gozo da salvação.
Anginhos de de longas vestes,
e cabelos de caracois,
tocam pífaros celestes,
entre cometas e sois.
Mulheres e homens, sem paz,
esgazeados de remorços,
desistem de fazer esforços,
entregam-se a Satanás.


Fixando a pedra, mirando-a,
quanto mais o olhar se educa,
mais se entenda o truca...truca...
que enche a nave, transbordando-a,
truca, truca, truca, truca
truca, truca, truca, truca.
No desmedido caixão,
grande senhor ali jaz.
Pupilo de Santanás?
Alma pura, de eleição?
Dom Afonso ou Dom João?
Para o caso, tanto faz
António Gedeão

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Onde vivemos? Por que existimos?


O Sol é uma estrela,entre milhares de milhões de outras estrelas.A terra, o terceiro planeta a contar do Sol.A Lua, satélite da Terra.Por que existimos? Existimos porque existe uma estrela à distância certa da Terra-o Sol. A Terra é aquecida e iluminada pelo Sol.É um pontinho azul,perdido na escuridão imensa do Universo.É um,dos oito planetas, do sistema solar.
Planetas como o nosso,poderão existir e passar despercebidos.Existirão outras estrelas,que possuam um planeta, como a Terra? E se existir outro planeta como a Terra, terá vida? E se houver vida,será vida inteligente ou vida primitiva?
É o velho sonho da Humanidade - sabermos se estamos ou não sozinhos, no Universo.Os astronautas tiveram a oportunidade de olhar de longe para a Terra. Uma placa assinada pelos pelos astronautas Amstrong, Aldrin, Collins e pelo presidente americano Richard Nixon,assinala a presença dos homens na Lua-«Aqui os homens do planeta Terra,puseram pela primeira vez os pés na Lua.Julho de 1969.Viemos em paz e em nome de toda a Humanidade.»