sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
DrºJaime Cortesão,DrªJudith Cortesão,Prof.Agostinho da Silva
O Professor Agostinho da Silva,que muitos recordarão das «Conversas Vadias» da RTP1tinha uma enorme erudição,um coração generoso e a simplicidade dos grandes homens. Era amigo do Drº Jaime Cortesão, ilustre Ançanense.Foi com a filha desse seu amigo, Judith Cortesão, que o Professor Agostinho da Silva casou,no Brasil,em segundas núpcias.Tiveram seis filhos, que se juntaram aos dois do anterior casamento.Os oito filhos, não os impediram de estudar,trabalhar,viajar,viver.
O cronista e escritor Manuel António Pina,conheceu pessoalmente Judith Cortesão. Considera-a uma da mais admiráveis personalidades do século XX. Escreveu:« Com Judith Cortesão descobrimos o mais esquecido dos direitos, o de agir de acordo com aquilo em que se acredita.[...]Hoje lembro-me de algumas das suas memórias como se fossem minhas. A sua primeira evasão das Mónicas aos 16 anos;a fuga às tropas franquistas através dos Pirinéus, juntamente com o pai, Jaime Cortesão[...]Professora
médica, ecologista, escritora, Judith Cortesão tinha seis diplomas universitários e falava 14 línguas,incluindo Chinês e Árabe.Integrou várias comissões da UNESCO e ONU. Tinha condecorações da NASA e do Governo Brasileiro. Portugal sempre foi pequeno de mais,e ocupado de mais com outra gente,para se lembrar de pessoas como ela.»
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sentido da vida

Uma jornalista do Público, perguntou a António Barreto, qual o sentido da vida. A resposta emocionou muita gente, incluindo a jornalista-«Eu,que não tenho fé nem convicções religiosas, tento pagar tudo o que a vida me dá.Gostava de dar de volta tudo o que recebo.Quero pagar aos meus pais,quero pagar a todos os que estão na minha vida,quero pagar tudo o que me é dado ser e viver, embora saiba que nunca pagarei uma sonata de Bach,nunca pagarei Veneza,nunca pagarei tanta coisa...» Gratidão, sentido de comunidade,solidariedade, amizade...
Sem valores, o mundo perde todo o encanto. Camilo Pessanha, através da poesia,fala-nos da amizade
Encontraste-me um dia no caminho
Em procura de quê, nem eu sei
-Bom dia companheiro - te saudei
Que a jornada é maior indo sozinho.
É longe, é muito longe,há muito espinho!
Paraste a repousar,eu descansei...
Na venda em que poisate,onde poisei
Bebemos cada um do mesmo vinho.

Veneza
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Solidariedade é ir ao encontro do outro.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Lá longe na infância - Ançã , Granja de Ançã

Nasci em 1942,em Coimbra, por acidente,por razões de obstetrícia.Eu já tinha nascido e o DrºBissaia Barreto já tinha abandonado a maternidade,quando a parteira lhe telefona «Drº a parturiente vai ter outro bebé».E nasceu meu irmão.Quem não se afligiu nada, foi minha avô materna «O menino é teu e a menina é minha»E assim foi.E sempre senti, que esse foi o primeiro presente que a vida me deu.No tempo em que eu nasci, as famílias eram grandes, meu Pai tinha então doze irmãos,o que para nós foi óptimo.Partilhei a infância com meu irmão e crescemos rodeados de primos e tios.
Na Granja,na casa das Tias,não havia grandes salões,nem criadas vestidas de branco.Não havia então água canalizada nem electricidade.Havia refeições com muitas pessoas à mesa e no fim do jantar,rezava-se o Terço e as Tias rezavam por toda a gente e diziam as orações todas que sabiam. E não eram poucas.Só nunca descobriram que meus primos,sorrateiramente,saíam direitinhos para a adega mas regressarem a tempo da última oração.No final do Terço, estavam todos presentes.
Felizes?Sim, penso que fomos,o campo, vida por por todo o lado,os pássaros,os grilos,os rebanhos,cães,gatos,trepar às árvores...O mundo estava então em guerra mas só mais tarde o soubemos.
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Uma criança é sempre o príncipio de tudo
terça-feira, 26 de maio de 2009
Ançã - sonho de meus Avós
Meus Avós maternos nasceram no final do século XIX. Minha Avó em 1883, em Águas Belas,Ferreira do Zêzere. Meu avô nasceu em 1886.Viviam e trabalhavam em Lisboa.Reinava então o Rei D.Carlos.Em 1908,o rei e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, foram assassinados no Terreiro do Paço, em Lisboa. A tragédia fez subir ao trono o jovem D. Manuel II, com apenas 18 anos. Em 5 de Outubro de 1910, foi proclamada a Répública.D. Manuel II foi para Mafra e daí para Ericeira e embarcou para Inglaterra. Com ele embarcaram as raínhas D. Amélia e D. Maria Pia.Foi tão grande o desgosto causado pelo Regícídio que lhe matou o filho mais velho e o neto,que D. Maria Pia morre, em estado de alienação,em 1911.
Em 1914, começa a Primeira Guerra Mundial.Em nome da velha aliança com a Inglaterra,Portugal entra na Guerra.Na sequência desta medida, Alemanha declara guerra a Portugal.O Corpo Expedicionária (CEP) partiu para França em sete navios britânicos e dois navios portugueses e também num comboio.Meu avô foi mobilizado para a guerra tal como outros ançanenses e moradores da Granja.Regressou e foi em Ançã que encontrou paz, segurança e tranquilidade
Em 1914, começa a Primeira Guerra Mundial.Em nome da velha aliança com a Inglaterra,Portugal entra na Guerra.Na sequência desta medida, Alemanha declara guerra a Portugal.O Corpo Expedicionária (CEP) partiu para França em sete navios britânicos e dois navios portugueses e também num comboio.Meu avô foi mobilizado para a guerra tal como outros ançanenses e moradores da Granja.Regressou e foi em Ançã que encontrou paz, segurança e tranquilidade
Ançã Intercâmbio de experiências
Cada pessoa é insubstituível,como testemunha,como experiência,como maneira de ver e sentir o seu mundo,como sinal de solidariedade,partilha,companheirismo.Partilha de
saberes,de experiências,de amizades.
Olhamos para trás e aceitamos que fomos outros. O tempo muda a gente.Ninguém é feliz constantemente.Mas viver é preciso.Viver no presente é bom é também a única opção disponível,então aproveitemos da vida aquilo que a vida nos dá.Quebrar a rotina, promover a auto-estima, evitar a solidão. É o silêncio que nos moi, que nos vence.
O mundo continuará sem nós,mas agora vivemos.Somos mães,somos pais,somos avós,somos gente.Cada um de nós tem experiências diferentes. Dos anos que passaram por nós,guardamos memórias dos acontecimentos que considerámos relevantes.Há gente que sabe tudo,leu tudo,mas nós que não sabemos tudo,sabemos que somos importantes para aqueles que nos amam,que connosco se cruzam,para os amigos.Sabemos o que a vida nos ensinou e há coisas que ainda podemos aprender.Eu, por exemplo,há temos para cá, deu-me para Informática,é bom comunicar.É no mundo dos afectos e do companheirismo, que encontramos as forças para prosseguir a caminhada.
saberes,de experiências,de amizades.
Olhamos para trás e aceitamos que fomos outros. O tempo muda a gente.Ninguém é feliz constantemente.Mas viver é preciso.Viver no presente é bom é também a única opção disponível,então aproveitemos da vida aquilo que a vida nos dá.Quebrar a rotina, promover a auto-estima, evitar a solidão. É o silêncio que nos moi, que nos vence.
O mundo continuará sem nós,mas agora vivemos.Somos mães,somos pais,somos avós,somos gente.Cada um de nós tem experiências diferentes. Dos anos que passaram por nós,guardamos memórias dos acontecimentos que considerámos relevantes.Há gente que sabe tudo,leu tudo,mas nós que não sabemos tudo,sabemos que somos importantes para aqueles que nos amam,que connosco se cruzam,para os amigos.Sabemos o que a vida nos ensinou e há coisas que ainda podemos aprender.Eu, por exemplo,há temos para cá, deu-me para Informática,é bom comunicar.É no mundo dos afectos e do companheirismo, que encontramos as forças para prosseguir a caminhada.
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