
Nasci em 1942,em Coimbra, por acidente,por razões de obstetrícia.Eu já tinha nascido e o DrºBissaia Barreto já tinha abandonado a maternidade,quando a parteira lhe telefona «Drº a parturiente vai ter outro bebé».E nasceu meu irmão.Quem não se afligiu nada, foi minha avô materna «O menino é teu e a menina é minha»E assim foi.E sempre senti, que esse foi o primeiro presente que a vida me deu.No tempo em que eu nasci, as famílias eram grandes, meu Pai tinha então doze irmãos,o que para nós foi óptimo.Partilhei a infância com meu irmão e crescemos rodeados de primos e tios.
Na Granja,na casa das Tias,não havia grandes salões,nem criadas vestidas de branco.Não havia então água canalizada nem electricidade.Havia refeições com muitas pessoas à mesa e no fim do jantar,rezava-se o Terço e as Tias rezavam por toda a gente e diziam as orações todas que sabiam. E não eram poucas.Só nunca descobriram que meus primos,sorrateiramente,saíam direitinhos para a adega mas regressarem a tempo da última oração.No final do Terço, estavam todos presentes.
Felizes?Sim, penso que fomos,o campo, vida por por todo o lado,os pássaros,os grilos,os rebanhos,cães,gatos,trepar às árvores...O mundo estava então em guerra mas só mais tarde o soubemos.
Nos dias de hoje, parece que esta história se passou hà séculos.
ResponderEliminarPorque vivemos na era do materialismo, onde os pais deixam de ter filhos para poderem ter mais isto e mais aquilo.
Somos mais felizes? Não me parece...